Neste ano, continuaremos a refletir sobre as situações cotidianas, para compreendê-las e manejá-las de forma que, mesmo sem explicações convincentes; isto é, com mais perguntas do que respostas; possamos ser mais felizes; viver mais e melhor.
As questões de várias naturezas continuam as mesmas: Como as “coisas” funcionam? Por que são daquela maneira? Como melhorar nossa qualidade de vida? Por que as “coisas” são como são? Será que eu sou normal?
Normótica é a pessoa definida por um conjunto de normas, conceitos, valores, estereótipos, hábitos de pensar ou agir, que são aprovados por consenso ou pela maioria em uma determinada sociedade.
Acerca do conceito de saúde, ironicamente em medicina, “normal é apenas a pessoa que não foi suficientemente examinada(Hegenberg)”.
Na verdade, somos seres únicos sem uma determinação prévia do que é normal, o bom, o correto, o justo, o equilibrado, etc. Aliás, este último é um chato e enjoado. Dr. Bacamarte, na obra o “Alienista” de Machado de Assis, também internaria na “Casa Verde”, o suposto acusado de “equilibrado” por alienação.
Muitas pessoas sofrem por perceber que ser, pensar e agir de modo diferente da maioria, serão cobradas, recriminadas ou excluídas da “turma”. Porém, não conseguem se adaptar ao pensamento predominante por uma questão de ética; ou seja, a responsabilidade pelo mundo que construímos e deixamos de herança as futuras gerações.
Longe de mim, ser normótico! (tjurunga)
- Presidente de Honra da Associação Brasileira de Medicina Preventiva e Membro da Academia Varginhense de Letras Artes e Ciências
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